ASB

Ferramentas3 min de leitura

Por que você abandona todo app de produtividade em duas semanas

Não é falta de constância: quase todo app de tarefas cobra justamente as funções que faltam. Veja o que eles exigem de você e o que procurar no lugar.

Todo mundo que tentou se organizar tem esse cemitério: três ou quatro aplicativos instalados, cada um com o sistema perfeito montado numa tarde de domingo, todos parados desde abril. Se o problema fosse você, o padrão não seria tão idêntico entre pessoas tão diferentes.

O problema é que a maioria dessas ferramentas cobra, para funcionar, exatamente as funções que estão em falta.

O que o app pede de você sem dizer

Pede que você lembre de abrir. Esse é o defeito estrutural. Um aplicativo é um lugar aonde se vai. Se a memória prospectiva — lembrar de fazer algo no futuro — é o ponto fraco, o app depende da função que falhou para poder ajudar com a função que falhou.

Pede decisões no momento da captura. Projeto, etiqueta, prioridade, data, subtarefa. Você teve uma ideia no ônibus e o formulário quer cinco escolhas. O custo é alto, você deixa para depois, e depois é o mesmo lugar onde moram as outras coisas.

Pede manutenção invisível. Reagendar o que venceu, arquivar o que morreu, revisar a semana. Sem isso, a lista vira um monumento de tarefas atrasadas — e aí abrir o app passa a custar culpa, o que garante que você não vai mais abrir.

A parte que ninguém conta sobre "criar o hábito"

O estudo de referência sobre formação de hábito acompanhou pessoas adotando comportamentos novos no dia a dia e encontrou uma mediana de 66 dias até o comportamento ficar automático — com variação enorme, de 18 a 254 dias, dependendo da pessoa e do comportamento.

Ou seja: o plano "vou criar o hábito de abrir o app todo dia" aposta em dois meses de constância para uma ação que não dá retorno visível nenhum no caminho. É uma aposta ruim para qualquer pessoa, e pior ainda quando a recompensa distante já pesa pouco.

O que procurar, então

O que eu quis mudar

A conclusão a que cheguei é que a ferramenta certa não é a que tem os melhores recursos: é a que mora no lugar onde você já está e faz o trabalho chato sozinha — cria a tarefa, guarda a data, volta a falar com você quando chega a hora.

Foi essa a inversão que eu quis fazer no ASB: em vez de você visitar o sistema, o sistema procura você.

Conheça o ASB

A organização que acontece na conversa

A Sofia é a assistente do ASB. Ela vive no WhatsApp e no Discord — os lugares onde você já está — e transforma o que você manda em tarefa, lembrete e anotação. Sem abrir aplicativo, sem preencher formulário.

  • Mande um áudio no caminho de casa: vira tarefa com prazo.
  • Ela confirma antes de mexer em qualquer coisa.
  • Tudo aparece organizado no app quando você quiser olhar.
Começar de graçaLeva menos de 2 minutos para conectar.

Perguntas frequentes

Existe app de tarefas bom para TDAH?

Existe app que cobra menos. O critério não é quantidade de recursos, é quanto de função executiva ele exige por uso: quanto custa capturar, quanto custa manter atualizado e se ele aparece sozinho no momento da ação ou espera você abrir.

Por que sempre começo empolgado e paro na terceira semana?

Porque a montagem é gostosa e dá retorno imediato, enquanto a manutenção é invisível e só dá retorno lá na frente. A empolgação inicial segura duas semanas; depois disso o sistema precisa se sustentar com pouquíssimo esforço, e a maioria não se sustenta.

Vale trocar de aplicativo de novo?

Só se o motivo da troca for um critério, não uma novidade. Trocar por interface nova costuma reiniciar o ciclo. Trocar porque o atual exige três toques para capturar uma ideia, por exemplo, é uma razão concreta.

Fontes

Sobre o autor

Matheus Valadares

Fundador do ASB

Desenvolvedor e fundador do ASB. Construiu a Sofia depois de perceber que o problema nunca foi falta de aplicativo de tarefas — era ter que lembrar de abrir um.

Continue lendo

Voltar para o blog